Validações funcionais
POs realizavam testes funcionais e, em alguns contextos, também produziam registros ou roteiros de validação.
Case 1 · Diagnóstico e maturidade de QA
Estruturei um diagnóstico AS-IS para compreender como os testes eram realizados antes da formação de uma atuação dedicada de QA. Criei um formulário com base em normas, modelos e práticas reconhecidas de Qualidade de Software, consolidei as respostas das pessoas que executavam as validações e transformei as lacunas identificadas em planos de ação acompanhados ao longo do tempo.
Contexto inicial
O primeiro desafio foi transformar uma percepção dispersa sobre os testes em uma visão estruturada do processo real, sem avaliar o cenário apenas pela expectativa de como ele deveria funcionar.
POs realizavam testes funcionais e, em alguns contextos, também produziam registros ou roteiros de validação.
Desenvolvimento e coordenação técnica atuavam em testes unitários, de integração e outras verificações em código.
Não havia uma leitura única e organizada sobre planejamento, documentação, cobertura, riscos, evidências e automação.
Era necessário registrar o cenário existente para definir prioridades e acompanhar a evolução das práticas.
Minha atuação
Elaborei um questionário com 17 perguntas para mapear práticas de Testes de Software antes da entrada do time de QA.
As perguntas foram construídas a partir de normas, modelos e práticas reconhecidas de Qualidade de Software e testes, incluindo características de qualidade da ISO/IEC 25010.
Organizei as informações por dimensão e classifiquei cada prática conforme o estágio de adoção observado.
Os itens amarelos e vermelhos foram utilizados para definir prioridades e orientar ações de melhoria.
Atualizei o diagnóstico em diferentes momentos para registrar avanços, ações em andamento e novas necessidades.
A abordagem também foi adaptada para outro fluxo de produto, com questionário e plano de ação próprios.
Base do diagnóstico
Funcionamento
Coletar informações com quem executava as validações.
Organizar respostas por práticas e dimensões de Qualidade.
Identificar o que era realizado, parcial ou não realizado.
Selecionar lacunas com maior necessidade de evolução.
Transformar os pontos críticos em planos de ação.
Atualizar o AS-IS e acompanhar a mudança ao longo do tempo.
Linha evolutiva
Período selecionado
Ações e estágios
Incorporadas ao processo
Em andamento em diferentes períodos
Estado futuro desejado
O TO-BE foi utilizado como referência de evolução. Ele orientava prioridades, mas não era apresentado como um cenário integralmente alcançado.
Resultados observados
O cenário inicial deixou de depender apenas de percepção e passou a ser registrado por dimensões.
Práticas ausentes ou parciais puderam ser identificadas e discutidas de forma objetiva.
Os planos de ação foram construídos a partir das necessidades observadas no diagnóstico.
As atualizações periódicas permitiram diferenciar avanços, ações em andamento e objetivos futuros.
A iniciativa apoiou a evolução gradual da participação de Qualidade ao longo do ciclo de desenvolvimento.
O modelo foi adaptado para outro contexto de produto, preservando a lógica de diagnóstico e ação.
“Transformei a percepção informal sobre os testes em um diagnóstico estruturado, utilizado para identificar lacunas, priorizar ações e acompanhar a evolução contínua das práticas de Qualidade.”
Competências demonstradas